Modos da menor harmônica
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Ao final você vai girar a menor harmônica como girou a maior — e dominar o modo que ela produz de mais útil: o frígio dominante.
As menores também giram
A seção 1 girou a escala maior. As escalas menores giram do mesmo jeito — e a menor harmônica, com seu sol♯, produz rotações de cor forte. A escala-mãe, para lembrar:
O quinto modo: frígio dominante
Toque a harmônica de mi a mi e ouça o que acontece: o sol♯ agora é a terça maior do novo centro. Nasce o frígio dominante — base frígia (a 2ª menor mi–fá) com terça de acorde maior:
O salto que assina
Entre o 2º e o 3º graus (fá→sol♯) fica uma 2ª aumentada — o salto de tom e meio que dá ao modo o sotaque do flamenco, da música cigana e do klezmer. Compare com o frígio comum:
Os sete modos da harmônica
Cada grau tem nome e marca própria:
- I — menor harmônica: a mãe (3ª menor, 6ª menor, 7ª MAIOR).
- II — lócrio ♮6: o lócrio com a sexta maior.
- III — jônio ♯5 (maior aumentada): a maior com quinta aumentada.
- IV — dórico ♯4 (menor romena): o dórico com quarta aumentada.
- V — frígio dominante: o protagonista deste nó.
- VI — lídio ♯2: o lídio com a segunda aumentada.
- VII — superlócrio 𝄫7 (alterado diminuto): o lócrio com a sétima diminuta — só tensões.
O 5º modo é o que a música usa sem parar — inclusive na cadência andaluza, que a seção 3 monta.
Experimente
Toque lá menor harmônica inteira; depois toque de mi a mi. Pare no sol♯ das duas passagens: na primeira ele é sensível que sobe ao lá; na segunda, terça que colore o centro mi.
No próximo nó, a menor melódica gira — e o jazz agradece.